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segunda-feira, 14 de abril de 2025

Apresento aos magos como eu manuscrito único da história de Merlin que estava escondido em uma biblioteca há 750 anos

A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, que, em 2019, identificaram fragmentos escondidos de um registro de propriedades do século XVI.

O texto, originalmente parte da Suite Vulgate du Merlin, uma sequência francesa da história do Rei Arthur, estava camuflado na capa de um livro de registros da propriedade Huntingfield Manor, em Suffolk. Costurado, dobrado e parcialmente rasgado, o manuscrito passou despercebido por mais de 700 anos.

Durante séculos, Merlin foi uma das figuras mais emblemáticas da fantasia ocidental, com seu arquétipo do mago sábio e misterioso que encontra raízes profundas na literatura medieval.

Agora, o raro manuscrito do século XIII traz à tona uma nova peça da história do lendário mago, revelando um Merlin mais humano, político e complexo do que jamais se imaginou.

                                          

Continuação da história do Rei Arthur

O fragmento foi escrito entre 1275 e 1315. Ele faz parte de um conjunto extremamente raro, menos de 40 cópias da Suite Vulgate du Merlin que sobreviveram ao tempo, e cada uma delas é única, transcrita manualmente por escribas medievais com seus próprios estilos, erros e até mesmo anotações pessoais.

Esse novo exemplar, em particular, carrega frases e marcas do monge responsável por copiá-lo, tornando-se uma verdadeira cápsula do tempo da literatura arturiana.

Mais do que apenas um registro histórico, o manuscrito oferece uma visão alternativa e inédita sobre Merlin. Longe da figura enigmática e mística predominante nos contos mais conhecidos, ele aparece aqui como um personagem vulnerável, envolvido em conflitos políticos e questões pessoais.

A obra reflete uma transição literária da época, na qual os heróis das lendas começaram a ser retratados de forma mais realista, próxima das inquietações humanas.

A importância dessa descoberta vai além da mitologia arturiana. Entender as raízes do personagem de Merlin é fundamental para compreender como o arquétipo do mago foi moldado ao longo dos séculos, e como ele continua a ressoar nas narrativas contemporâneas de ficção e fantasia.

A redescoberta desse manuscrito não apenas resgata uma peça esquecida da literatura medieval, mas também ilumina os caminhos que a imaginação humana percorreu para criar os mundos mágicos que hoje habitam o cinema, os livros e os jogos.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Enjoy The Science! Primeiro teletransporte do mundo é realizado!

Primeiro teletransporte do mundo é realizado.


A computação quântica, um campo que parecia distante da realidade cotidiana, está rapidamente transformando a tecnologia moderna. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, realizaram a primeira demonstração de computação quântica. Um passo crucial na interligação de processadores quânticos independentes, criando um sistema unificado, capaz de resolver problemas computacionais complexos.

O conceito de teletransporte quântico, embora pareça saído de um filme de ficção científica já é uma realidade. Utilizando uma interface de rede fotônica, os cientistas conseguiram conectar pequenos dispositivos quânticos, superando  cada vez mais em nanotecnologia e permitindo um processamento simultâneo. Este avanço é baseado no fenômeno do emaranhamento quântico, onde partículas compartilham estados independentes da distância entre elas.

Como funciona o teletransporte quântico?

O teletransporte quântico não envolve o deslocamento físico de objetos, mas sim a transferência de informações entre partículas emaranhadas. No experimento da Universidade de Oxford, qubits de íons presos foram interligados por fibras ópticas, que transmitem dados por meio de fótons. Este processo permite que a informação de um fóton seja instantaneamente transferida para outro, sem que o fóton original precise se mover fisicamente.


O emaranhamento quântico é a chave para este processo. Quando duas partículas estão emaranhadas, a alteração no estado de uma delas provoca uma mudança imediata na outra, independentemente da distância. Isso abre possibilidades para a criação de redes quânticas que podem revolucionar a forma como os dados são processados e transmitidos.

                                  

Quais são as implicações da computação quântica?

A computação quântica tem o potencial de transformar diversos setores, principalmente na inteligência artificial. A capacidade de processar informações de maneira exponencialmente mais rápida do que os computadores clássicos pode levar ao apogeu da ciência.

Inteligência Artificial: Algoritmos quânticos podem acelerar o aprendizado de máquinas, permitindo a análise de grandes volumes de dados em tempo recorde.
Pesquisa Científica: Simulações complexas, como a interação de moléculas em novos medicamentos, podem ser realizadas com maior precisão.

E o que vem por aí?

Embora ainda existam muitos desafios a serem superados, como a criação de infraestruturas robustas e a correção de erros quânticos, o futuro da computação quântica é inexorável. À medida que a tecnologia avança, espera-se que ela se torne mais acessível e integrada a diversas aplicações práticas, como trocar ideia com a geladeira, por exemplo.

Em um mundo cada vez mais digital, a computação quântica é a mola propulsora que sempre avança para a próxima onda de inovação tecnológica.

domingo, 23 de março de 2025

Arqueólogos afirmam ter descoberto 'cidade subterrânea' sob as pirâmides do Egito

Pesquisadores italianos e escoceses afirmam ter descoberto uma grande cidade subterrânea que se estende por mais de 1.980 metros sob as Pirâmides de Gizé. As equipes utilizaram radares para mapear  uma provável extensa rede de estruturas ocultas sob um dos sítios arqueológicos mais icônicos do mundo.

Segundo a porta-voz do projeto, Nicole Ciccolo, os pesquisadores encontraram várias estruturas interessantes incluindo oito enormes formações semelhantes a pilares enterradas sob a base da Pirâmide de Quéfren. O artigo ainda não foi revisado por especialistas do assunto.

São oito poços cilíndricos, com cerca de 640 metros de profundidade, que parecem estar envoltos por caminhos em espiral que levam a duas câmaras cúbicas gigantes. Cada uma dessas câmaras mede aproximadamente 80 metros.

Este estudo redefine a concepção que tínhamos do local através de imagens de satélites e da exploração arqueológica, disse Nicole em coletiva à imprensa.

                    

Para este estudo, os cientistas utilizaram pulsos de radar para criar imagens de alta definição no subsolo, na região abaixo das estruturas, da mesma forma que o sonar é usado para mapear as profundezas do oceano.

A equipe ainda afirma que existem pontos de acesso sob as três pirâmides, conectando-as por meio de um sistema subterrâneo de câmaras e passagens.

Nicole Ciccolo também disse que esses espaços subterrâneos podem estar associados às lendárias “Salas de Amenti”, um reino mítico da antiga tradição egípcia. “Essas descobertas podem revolucionar nossa compreensão da topografia sagrada de Gizé”.

A suposta descoberta, no entanto, gerou controvérsias entre especialistas. O professor Lawrence Conyers, da Universidade do Arizona, especialista em tecnologia arqueológica, contestou ao Daily Mail a ideia de que as ferramentas atuais sejam capazes de capturar imagens precisas a profundidades tão extremas. Para ele, as alegações são “um grande exagero”.

Apesar do ceticismo, Conyers admitiu a possibilidade de que estruturas menores, como câmaras subterrâneas, tenham existido no local antes da construção das pirâmides, considerando a relevância espiritual da região para as civilizações antigas. Segundo ele, apenas escavações direcionadas poderiam comprovar a existência dessa cidade subterrânea.